
Representantes de 21 Centros Acadêmicos da UFPR, o DCE e diversos outros estudantes estiveram reunidos ontem (1) na Santos Andrade no Conselho de Entidades de Base (CEB) extraordinário convocado pelo Diretório Central com objetivo único de discussão da greve dos servidores da UFPR (e das universidades federais).
Na abertura do Conselho os convidados Bernardo Pilotto (técnico-administrativo, diretor do Sinditest) e Rogério Miranda (docente e membro da ApufPR).
Bernardo explicou a greve dos técnic-sadministrativos (TAs) que está em andamento e possuí três tipos de pauta (unificadas dos servidores públicos federais; nacionais da carreira dos TAs; e locais da UFPR). "De fato a greve gera um prejuízo a curto prazo como a mudança do calendário e ausência do R.U., mas gera benefícios a longo prazo não só pra Universidade, mas pra sociedade que irá contar com melhores profissionais" esclareceu Bernardo ao explicar que as conquistas da greve trazem benefícios ao conjunto da sociedade.
Rogério falou da possibilidade de greve nacional dos docentes (representados pelo Andes-Sindicato Nacional) e fez uma contextualização esclarecedora de por quê há 10 anos não há greve de docentes na UFPR, conta Rogério que "se por um lado os últimos dez anos não foram um desastre salarial, por outro os processos de privatização interna e externa como Prouni e Reuni passaram com uma resistência relativamente pífia nestes anos".
(Saiba mais informações sobre as greves no Contramola, o jornal do DCE)
PAUTAS ESTUDANTIS NÃO PARAM DE SURGIR
Durante o debate entre os estudantes, várias questões e demandas da universidade surgiram como pautas. Entre as mais graves está o curso de Fisioterapia da UFPR Litoral, que passa por uma situação caótica, em especial no tocante à sua clínica escola. A clínica do curso é a única opção de fisioterapia pública para os moradores de Matinhos e região e está atualmente com uma fila de espera de 2000 nomes "a Prefeitura [de Matinhos] está usando os estudantes como mão-de-obra barata, onde a clínica acaba perdendo o caráter pedagógico e priorizando a assistência" relata Indaiara, representante do Centro Acadêmico do curso. Além disso a falta de estrutura é de tal modo que os estudantes têm aula em Curitiba 3 dias por semana "passamos mais tempo na estrada do que em processo de aprendizado", complementa a estudante.
Outra questão grave apontada é o campus Palotina, que passou de 1 para 6 cursos em dois anos. Mas parece que o slogan que pode ser visualizado na página do campus na rede (www.campuspalotina.ufpr.br) "Campus Palotina - um horizonte de expansão" não condiz muito com a realidade, em que a expansão de longe não tem acompanhado a real necessidade da comunidade acadêmica local em termos de estrutura, laboratório, ônibus, etc.
A lista de questões é interminável, portanto o DCE se responsabilizou em coletar todas as questões relatadas neste CEB e em outros espaços do movimento estudantil para apresentar um conjunto de Pautas sistematizadas que será exposto na Assembleia Geral dos Estudantes da UFPR nesta quinta-feira.
Além disso, ficou indicativo da construção do ato dia 8 de agosto em defesa da UFPR (conforme evento "Protesto pela volta às aulas nas Universidades Federais" construído no Facebook) e organizar a ida de um ônibus da UFPR a Brasília para o ato unificado da Jornada de Lutas dia 24 de Agosto (mais informações sobre a jornada).





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