quarta-feira, 17 de agosto de 2011

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Esclarecimento quanto à bolsa-alimentação


A Comissão de Negociação da greve dos estudantes formulou um documento com as principais pautas da greve estudantil a ser aprovado na Assembleia Geral dos estudantes desta quinta-feira e apresentado à Reitoria nesta sexta-feira. Um dos pontos diz respeito à abertura de todos os RUs 7 dias por semana, com café da manhã, almoço e janta. 
Na última reunião do Comando de Greve ocorrida hoje, quarta-feira, no DCE, foi levantada a hipótese de agregar às reivindicações a abertura imediata dos RU Central para os bolsistas-alimentação da universidade. No entanto, o foco do documento é as reivindicações para a administração da universidade para a melhoria da qualidade do ensino. Abrir o RU durante a greve, ainda que somente para os bolsistas, enfraquece a greve dos servidores, que compõe a greve geral.
O caso dos estudantes que têm bolsa-alimentação é pauta fixa das reuniões dos bolsistas. Eles deliberaram no primeiro encontro que, apesar das dificuldades enfrentadas pela paralisação dos RUS durante a greve, a melhor maneira de acelerar a negociação não é pressionar os servidores, e sim a PRAE, que dispõe de uma verba específica para casos como esse. Esse verba já foi anteriormente utilizada no fechando dos RUs na época da Gripe Suína.
Na conjuntura atual, a verba para casos emergenciais de que a PRAE dispõe é a melhor alternativa para os estudantes que têm bolsa-alimentação. O DCE pensa que a pressão deve ser exercida sobre a Reitoria e a PRAE e não sobre os técnico-administrativos, cuja greve é legítima e integra a greve geral da UFPR.

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  1. cesar fernandes disse... 17 de agosto de 2011 às 17:27

    De acordo! Parabéns ao DCE!

  2. Ana Paula Wesendonck disse... 17 de agosto de 2011 às 19:14

    Como Bolsista-Alimentação também estou de acordo com o posicionamento do DCE!
    Devemos sim pressionar a Reitoria e a PRAE, que tem verba para esses fins e não enfraquecer uma luta tão legítima como a que vem sendo construída por servidores, docentes e discentes! Por condições de trabalho justas e por uma educação PÚBLICA, GRATUITA E QUALIFICADA!
    =)

  3. Samuel San Msrtin disse... 18 de agosto de 2011 às 07:28

    Como bolsista alimentação estou contra o posicionamento do DCE. Não defendem o interesse dos estudantes e nao tem postura pra alinhar com o desejo dos estudantes em geral. Conversar com 5% dos estudantes da UFPR e decidir greve é facil, garanto que a maioria dos estudantes sérios é contra a greve.

  4. Caian Mello disse... 18 de agosto de 2011 às 13:33

    Como bolsista estou contra a decisão do DCE. Apesar de ser totalmente favorável à greve e acreditar que ela realmente é legítima declaro que ao meu ver, e do meu corpo também, o fechamento dos RU´s, sem excessões, afeta muito mais os alunos pobres do que a administração. Acreditar que a ausência de RU é elevar a pressão que os bolsistas podem por ventura querer exercer é burrice. RU também é ponto de aglomeração, discussão e mobilização dos estudantes, fome não. Fome por sua vez só envia consigo a desarticulação, o conflito e assim o enfraquecimento do movimento estudantil.

    Ser revolucionário é fácil quando se come na casa da mamãe. Ignorar a conjuntura e sonhar enquanto o companheiro passa fome é traição.

  5. Suzan disse... 18 de agosto de 2011 às 23:57

    Oi Caian, eu tbm sou bolsista alimentação e moro bem longe da casa da mãe, pra ir comer lá... então sei bem do que vc está falando! É urgente que façamos alguma coisa para solucionar e garantir alimentação aos estudantes que necessitam. Porém, acredito que o posicionamento do DCE e do comando de greve tem sido corretos. Como colocado na nota acima, em todas as reuniões da comissão de negociação com a reitoria, tem sido pautada a questão da emergência de uma solução por parte da PRAE em relação a falta do RU. A reitoria, no entanto, teima em culpabilizar a greve, dizendo que se a galera está com fome, é pq os servidores não querem abrir o RU. Isto é uma grande jogada pra colocar o estudante contra os servidores!!! Não podemos cair nessa! Em outros momentos, a PRAE já agiu no sentido de solucionar a falta do RU. Por exemplo, na época da gripe suína, quando distribuía aos moradores de casas de estudantes gêneros alimentícios para que estes estudantes não fossem prejudicados. A pergunta é, pq eles não fazem isso agora? Ora, há um interesse político em manter o estudante "revoltado" com a greve!! Temos que voltar a nossa revolta para outro alvo, a reitoria!! Esta sim não está movendo uma palha para acabar com a fome dos estudantes! Bora pressioná-los!!!!

  6. Rodrigo disse... 22 de agosto de 2011 às 19:15

    Passar fome? O que impossibilita que os beneficiados com a bolsa alimentação trabalhem pra pagar sua comida como faz o resto da população?Sendo que estão sem aula? Ter dificuldade tudo bem,agora reclamar de fome é um exagero...tá cheio de vaga de emprego por aí

  7. Caian Mello disse... 23 de agosto de 2011 às 06:06

    Suzan, entendo e concordo no que diz quanto a jogada da reitoria. É através da fome que ela tenta colocar uns contra os outros, como eu mesmo citei no meu primeiro comentário. Porém, isso não anula a questão emergêncial, que exige solução, e a qual pro diversos meios tentei pedir não só à reitoria quanto aos nossos companheiros de luta, servidores e estudantes.

    Porém discordo de alguns pontos que defende. Primeiramente o fato da responsabilidade ser da PRAE, devido as burocracias da universidade a PRAE é impossibilitada de nos auxiliar emergencialmente, quem tem como flexibilizar o uso desses recursos com a distribuição de fardos é a PRA, não a PRAE.

    Além disso, o caso da gripe foi bem diferente do que citou acima. Em nenhum momento foi comprado alimentos para os estudantes durante o fechamento do R.U., o que ocorreu foi a distribuição dos alimentos estocados, lembrando que... ao acabarem esses alimentos, ainda com o R.U. fechado a reitoria parou de enviar alimentos. Ou seja, o fundo emergêncial e a flexibilização da distribuição de alimentos aos bolsistas nunca ocorreu na história. Claro que isso não impede que venha a ocorrer, concordo, mas o caso da gripe A foi mais um onde a reitoria nos deixou por conta, entregues ao descaso.

    Por fim, ao Rodrigo, desculpe-me rodrigo, mas vale lembrá-lo que muitos estudantes não puderam parar suas atividades durante a greve, como acusa acontecer.

    Eu mesmo estou trabalhando todos os dias, dividindo minhas atividades entre um núcleo de pesquisa que nunca parou e o Museu da UFPR que também está em plena atividade, quanto ao trabalho dos estagiários e voluntários.

    Além disso Rodrigo, vale lembrar que nossa alimentação através da bolsa é um direito conquistado não uma regalia. Temos um contrato que garante nossa alimentação por doze meses consecutivos, sem interrupções. É o mesmo que nos propormos a trabalhar e não receber. Isso sem retornar ao caso dos bolsistas e voluntários envolvidos em projetos da universidade que ainda precisam trabalhar sob a pena de perder todo desenvolvimento de alguma atividade de pesquisa ou manutenção. Acho que ao escrever não parou anteriormente para pensar nesses casos, que viriam a mente de qualquer pessoa sã e com uma miníma capacidade de raciocínio em poucos segundos de questionamento sobre as próprias idéias.

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